Foi o segundo abade da ordem de Cluny, como sucessor de São Berno de Cluny. Segundo o que se sabe, Odão nasceu numa família nobre na Aquitânia, em 878. Em princípio, foi educado como clérigo secular e, posteriormente, fascinado pela Regra de São Bento, decidiu ingressar na vida monástica.
Sob sua direção, Cluny consolidou-se como um modelo de disciplina monástica, no espírito da reforma espiritual beneditina almejada pelos monges predecessores (especialmente, as de São Bento de Aniane).
Nesse sentido, reforçou a aplicação estrita da Regra de São Bento, enfatizando a oração litúrgica e a vida comunitária. Como consequência, Cluny começou a atrair numerosos mosteiros para sua esfera de influência, processo no qual Odão supervisionou a incorporação de outros mosteiros à rede cluniacense, assegurando que seguissem a Regra com rigor.
Escreveu obras importantes, tais como Collationes (Conferências), que tratam da vida espiritual e ascética, e hinos e tratados teológicos, destacando a importância da liturgia e da música sacra. Faleceu em 942. Sua memória é celebrada em 18/11.
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