Cabe uma reflexão simples sobre a citação:
“Todo mundo fala sobre como deixar um planeta melhor para nossos filhos. Na
verdade deveríamos tentar deixar filhos melhores para nosso planeta”
(supostamente, Clint Eastwood).
Em relação a ela, há alguns pontos que
precisamos elucidar:
i) muitos de nós, hoje, agimos de modo a
prejudicar a funcionalidade ambiental, no sentido de destruição e poluição. No
entanto, disso não se segue que todos sejam assim, embora seja verdade que a
grande maioria seja indiferente às causas ambientais.
ii) evidentemente, o Planeta, num contexto
muito especial, tem um valor inexprimível para a vida humana e, entre elas, a
do ser humano. A preservação e o zelo devem ser vistos, então, sob essa ótica,
a da essencialidade de sua existência para vida: sem planeta, sem vida.
iii) um dos elementos importantes da
educação é o aspecto mimético, isto é, por meio dos exemplos (hoje,
infelizmente, muitos absolutamente negativos), as crianças aprendem, por
reprodução, por afeto ou por processos outros. Assim, a nossa prática destrutiva
gradualmente forma uma mentalidade destrutiva. Boas condutas e uma consciência
social são, então, meios fortes para que as crianças cresçam valorizando as
condições que permitem a vida.
iv) acredito que uma educação para a
alteridade, não centrada exclusivamente nas vontades pessoais como últimas
expressões da satisfação, que leve em conta os desejos e necessidades alheios
seja um bom princípio para que crianças tornem-se adultos mais sensíveis às
necessidades suas e dos outros.
É verdade que essas ideias sejam um tanto
utópicas, infelizmente, como tudo que, por mais valoroso, não passe de um ideal
ou de uma boa inspiração.