sábado, 18 de janeiro de 2014

“Todo mundo fala sobre como deixar um planeta melhor para nossos filhos. Na verdade deveríamos tentar deixar filhos melhores para nosso planeta”

Cabe uma reflexão simples sobre a citação: “Todo mundo fala sobre como deixar um planeta melhor para nossos filhos. Na verdade deveríamos tentar deixar filhos melhores para nosso planeta” (supostamente, Clint Eastwood).

Em relação a ela, há alguns pontos que precisamos elucidar:
i) muitos de nós, hoje, agimos de modo a prejudicar a funcionalidade ambiental, no sentido de destruição e poluição. No entanto, disso não se segue que todos sejam assim, embora seja verdade que a grande maioria seja indiferente às causas ambientais.

ii) evidentemente, o Planeta, num contexto muito especial, tem um valor inexprimível para a vida humana e, entre elas, a do ser humano. A preservação e o zelo devem ser vistos, então, sob essa ótica, a da essencialidade de sua existência para vida: sem planeta, sem vida.

iii) um dos elementos importantes da educação é o aspecto mimético, isto é, por meio dos exemplos (hoje, infelizmente, muitos absolutamente negativos), as crianças aprendem, por reprodução, por afeto ou por processos outros. Assim, a nossa prática destrutiva gradualmente forma uma mentalidade destrutiva. Boas condutas e uma consciência social são, então, meios fortes para que as crianças cresçam valorizando as condições que permitem a vida.

iv) acredito que uma educação para a alteridade, não centrada exclusivamente nas vontades pessoais como últimas expressões da satisfação, que leve em conta os desejos e necessidades alheios seja um bom princípio para que crianças tornem-se adultos mais sensíveis às necessidades suas e dos outros.


É verdade que essas ideias sejam um tanto utópicas, infelizmente, como tudo que, por mais valoroso, não passe de um ideal ou de uma boa inspiração.

Direito Educacional

O direito à educação é um tema naturalmente interdisciplinar e, como tal, deve ser estudado no horizonte dessa condição. Considerando a história, apenas recentemente se assegurou a todos a educação como um direito a ser afiançado pelos dispositivos do Estado. Na maior parte da história, a educação foi uma questão de âmbito privado, pertencendo mais aos indivíduos do que ao Estado. Em termos simples, a partir do século XVIII é que se tem o início da mudança no sentido da universalização do direito e da concomitante responsabilidade do Estado para o acesso à educação.

Nesse sentido, o direito à educação, embora ainda carente de literatura jurídica, é uma matéria das mais importantes no âmbito da educação (ou, pelo menos, deveria sê-lo).

O material que se segue é composto por vídeos aulas, as quais foram desenvolvidas pelo prof. Dr. Carlos Alberto de Almeida, para o programa Saber Direito Aula, da TV Justiça, e certamente ajudará na compreensão do fenômeno do direito educacional, bem como de seus elementos constitutivos.

Aula 01

Aula 02

Aula 03

Aula 04

Palestras sobre "O Conceito de Justiça Social"

Segue material (áudio em inglês) sobre o conceito de justiça social na sua relação especialmente com o pensamento cristão. É resultado de palestras realizadas em Novembro de 2010, na Marquette University, e contou com a presença, entre outros, de John Finnis.


Lista das Palestras:

“Justice over Charity: Some Dangers in Faith-Based Poverty Initiatives”
                                   Samuel Fleischacker, University of Illinois at Chicago

“Is Social Justice an Empty Abstraction?”
                                    Jean Bethke Elshtain, University of Chicago

The Search for Universal Ethics: the Church, Natural Law, and Social Justice”
                                   Joseph Koterski, S.J., Fordham University
                       
“All Justice is Social – But It’s Not All Social Justice”
                                   Nicholas Wolterstorff, Yale University
                       
“The Church's Best Contribution to the Political and Social Order”
                                   J. Brian Benestad, University of Scranton
                       
“The Origins of the Concept of ‘Social Justice’: Rectifying a Misunderstanding of Aristotle and Thomas Aquinas on Justice”                       
                                   John Finnis, Notre Dame Law School and Oxford University