Juntamente com o duque Guilherme I de Aquitânia, em 909, São Berno de Cluny (850-927) foi o fundador e o primeiro abade da ordem de Cluny e, assim, foi o iniciador das reformas cluníacas na vida monacal na Europa – que se colocam no lastro da renovação da vida monástica como herança de São Bento de Núrsia (480-547) e a fundação do Mosteiro de Monte Cassino, no século V, bem como das reformas, no Império Carolíngio, realizadas por São Bento de Aniane (747-821) para recuperar o espírito da Regra Beneditina.
Sobre sua vida, sabe-se que Berno nasceu por volta de 850, no seio de uma família nobre da Borgonha, e faleceu em 13 de janeiro de 927. Inicialmente, foi monge na abadia de São Martinho, em Autun, e, depois, na Abadia de Baume, em 886, da qual foi abade. Em 890, funda o monastério de Gigny. Em 909, Guilherme I de Aquitânia, em virtude da fama e das qualidades religiosas, convida-o e o nomeia para ser o abade do monastério de Cluny.
Permaneceu como abade até 925, quando renunciou a posição em favor de seu discípulo, São Odão de Cluny (878-942), e de seu parente Wido, que ficara responsável pelas demais abadias. Em 927, no leito de morte, exortou os seus monges a serem fiéis à regra beneditino.
São Berno de Cluny está no epicentro de uma renovação monacal que irá marcar a vida religiosa européia ao longo dos séculos X e XI. Sua memória é celebrada em 13/01.
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