Hugo II de Cluny (????-1122) foi o oitavo abade da Abadia de Cluny, sucedendo ao Abade Pons de Melgueil (1075-1126), que havia renunciado, quando convocado a Roma para o Primeiro Concílio de Latrão. Não se tem informações a respeito de sua vida e, mesmo, de suas atividades no monastério antes de sua eleição.
Segundo especulações, o governo de Pons estava desagradando a muitos monges, que haviam enviado uma carta ao Papa Calixto II (1060-1124) fazendo ao Pontífice acusações de má-administração, luxo e extravagância. Quando convocado para Roma, para o Concílio, na condição de Cardeal da Igreja, afirma-se, mas não com segurança, que Pons, irritado e desgostado, teria renunciado ao governo, dizendo que iria para Jerusalém.
Neste período, em Cluny, os monges reunidos escolheram, no início de 1222, um de seus pares que, buscando honrar a memória do grande Abade de Cluny, São Hugo de Cluny (1024-1109), tomou o nome de Hugo II de Cluny.
Seu governo, no entanto, foi curto, em torno de três meses, morrendo entre abril e maio de 1122. As fontes disponíveis são escassas quanto a detalhes específicos sobre sua administração, o que é indicativo de um governo relativamente discreto. Sabe-se que ele deu continuidade às práticas estabelecidas por seus predecessores (na espiritualidade, na liturgia e nas relações políticas), sem grandes reformas ou rupturas. De fato, Hugo II governou num período de transição em que Cluny começava a sofrer críticas por seu luxo e excessiva centralização.
Após sua morte em 1122, foi sucedido pelo Beato Pedro, o Venerável (1092-1156), que se tornaria, ao longo do XII, uma das figuras mais importantes da história da Abadia de Cluny. Pedro enfrentaria desafios crescentes ao modelo cluniacense, que estava sendo eclipsado pelo surgimento de novas ordens monásticas, como a cisterciense, com tentativas de reforma interna.
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